{"id":147,"date":"2026-07-03T16:41:41","date_gmt":"2026-07-03T16:41:41","guid":{"rendered":"https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-2026-rendimento-ethereum-cmvm\/"},"modified":"2026-07-03T16:41:41","modified_gmt":"2026-07-03T16:41:41","slug":"restaking-2026-rendimento-ethereum-cmvm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-2026-rendimento-ethereum-cmvm\/","title":{"rendered":"Restaking em 2026: rendimento extra na Ethereum e o olhar da CMVM"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">O restaking \u00e9, provavelmente, a ideia que mais mexeu com a arquitetura da Ethereum desde a passagem para proof-of-stake. Em pouco mais de dois anos, transformou ETH bloqueado numa camada de seguran\u00e7a alugada a dezenas de servi\u00e7os e chegou a atrair dezenas de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares. Com o ETH a negociar perto dos 1.500 euros, segundo a <a href='https:\/\/www.coingecko.com\/en\/coins\/ethereum\/eur'>CoinGecko<\/a>, e com o per\u00edodo transit\u00f3rio da MiCA em Portugal a terminar a 1 de julho, vale a pena perceber o que \u00e9, quem manda no setor e onde est\u00e3o os riscos.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>O que \u00e9 o restaking, sem jarg\u00e3o<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um validador protege a Ethereum, bloqueia ETH como garantia. Age de forma honesta e recebe recompensas; tenta enganar a rede e parte desse ETH \u00e9 destru\u00edda, num mecanismo chamado slashing. O restaking parte de uma pergunta simples: e se a mesma garantia pudesse, ao mesmo tempo, proteger outros servi\u00e7os que precisam de seguran\u00e7a criptoecon\u00f3mica, como or\u00e1culos, pontes ou camadas de disponibilidade de dados?<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 isso que o restaking permite. O utilizador volta a comprometer (o \u00abre\u00bb de restaking) o seu ETH, ou um token que o represente, e aceita novas regras de penaliza\u00e7\u00e3o em troca de recompensas adicionais. A promessa \u00e9 de efici\u00eancia de capital, pois a mesma garantia trabalha em v\u00e1rias frentes. O reverso \u00e9 a acumula\u00e7\u00e3o de risco, um ponto a que voltamos mais abaixo.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O apelo ajuda a explicar a corrida de 2024. Num mercado em que o staking simples de ETH rende poucos pontos percentuais ao ano, somar recompensas de v\u00e1rios servi\u00e7os sobre a mesma garantia atraiu uma onda de capital. Boa parte entrou \u00e0 procura de pontos e de futuros airdrops, mais do que pela utilidade imediata dos servi\u00e7os protegidos.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>EigenLayer e a arquitetura dos AVS<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">O protocolo que popularizou o conceito foi a EigenLayer, criada pela Eigen Labs e pelo investigador Sreeram Kannan, hoje integrada na plataforma <a href='https:\/\/blog.eigencloud.xyz\/slashing-goes-live\/'>EigenCloud<\/a>. A pe\u00e7a central s\u00e3o os AVS (Actively Validated Services), servi\u00e7os que alugam seguran\u00e7a \u00e0 rede de validadores em vez de constru\u00edrem, do zero, o seu pr\u00f3prio conjunto de garantias.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Um AVS pode ser uma camada de disponibilidade de dados, uma rede de or\u00e1culos, uma ponte entre cadeias ou um sequenciador partilhado para rollups. Em vez de cada projeto convencer milhares de validadores a comprar o seu token, recorre ao ETH j\u00e1 restaked. No modelo da EigenLayer, o operador corre o software do AVS, enquanto o detentor de ETH delega nesse operador e partilha com ele recompensas e riscos.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Quanto dinheiro est\u00e1 em jogo<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Os valores oscilam com o mercado e com as campanhas de pontos, pelo que qualquer n\u00famero \u00e9 uma fotografia e n\u00e3o um valor fixo. \u00c0 data de publica\u00e7\u00e3o, agregadores como a <a href='https:\/\/defillama.com\/protocols\/restaking'>DefiLlama<\/a> colocavam o capital depositado nos protocolos de restaking na casa das dezenas de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares, num claro movimento de consolida\u00e7\u00e3o face ao pico de 2024.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A tabela seguinte resume os principais intervenientes. Os valores de capital bloqueado (TVL) est\u00e3o convertidos para euros a uma taxa aproximada e servem apenas de refer\u00eancia.<\/p><figure class='wp-block-table'><table><thead><tr><th>Protocolo<\/th><th>Base<\/th><th>Token<\/th><th>TVL aproximado (EUR)<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>EigenLayer (EigenCloud)<\/td><td>Ethereum<\/td><td>EIGEN<\/td><td>8,5 mil milh\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td>ether.fi<\/td><td>Ethereum<\/td><td>eETH \/ weETH<\/td><td>5,3 mil milh\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td>Babylon<\/td><td>Bitcoin<\/td><td>BABY<\/td><td>3,8 mil milh\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td>Kelp DAO<\/td><td>Ethereum<\/td><td>rsETH<\/td><td>600 milh\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td>Symbiotic<\/td><td>Ethereum<\/td><td>sem token nativo<\/td><td>520 milh\u00f5es<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure><p class=\"wp-block-paragraph\">Conv\u00e9m lembrar o contexto. No auge da corrida aos pontos, em 2024, o capital na EigenLayer chegou a ser estimado acima dos 15 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares. Boa parte retirou-se ap\u00f3s a distribui\u00e7\u00e3o do token EIGEN, num movimento cl\u00e1ssico de capital mercen\u00e1rio. O que ficou \u00e9 uma base mais est\u00e1vel, ainda que sens\u00edvel \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o do ETH.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Os liquid restaking tokens e o caso ezETH<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria dos investidores de retalho n\u00e3o toca diretamente na EigenLayer. F\u00e1-lo atrav\u00e9s dos liquid restaking tokens (LRT), emitidos por protocolos como a <a href='https:\/\/www.ether.fi\/'>ether.fi<\/a>, a Renzo ou a Kelp. O princ\u00edpio repete o dos tokens de staking l\u00edquido: deposita-se ETH, recebe-se um token que representa a posi\u00e7\u00e3o e mant\u00e9m-se liquidez para o usar noutras aplica\u00e7\u00f5es enquanto se acumulam recompensas. O weETH da ether.fi, hoje o maior LRT do mercado, tornou-se um dos colaterais mais aceites em protocolos de cr\u00e9dito.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a \u00e9 que o LRT carrega, por baixo, v\u00e1rias camadas de risco em simult\u00e2neo, e a sua paridade depende de existir liquidez para sair. Em abril de 2024, o ezETH da Renzo mostrou o que pode correr mal: ap\u00f3s um an\u00fancio de tokenomics mal recebido, e sem levantamentos ativados, o token <a href='https:\/\/www.coindesk.com\/markets\/2024\/04\/24\/renzo-restaked-eth-suffers-a-brief-crash-on-uniswap'>chegou a cair para cerca de 700 d\u00f3lares<\/a> na Uniswap (quando um ETH valia mais de 3.000 d\u00f3lares), provocando mais de 60 milh\u00f5es de d\u00f3lares em liquida\u00e7\u00f5es entre quem o usara como garantia alavancada. A liquidez de um LRT pode evaporar-se em minutos quando o mercado duvida do seu valor.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>O slashing e a redistribui\u00e7\u00e3o em produ\u00e7\u00e3o<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Durante muito tempo, o restaking viveu em modo de demonstra\u00e7\u00e3o: havia recompensas, mas as penaliza\u00e7\u00f5es mais severas n\u00e3o estavam ativas. Isso acabou. A EigenLayer ativou o slashing na mainnet a 17 de abril de 2025, dando aos AVS a capacidade de penalizar operadores que falhem os compromissos assumidos. O mecanismo \u00e9 opcional, pois s\u00f3 afeta operadores, e quem neles delega, que aceitem entrar em conjuntos pun\u00edveis.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A 22 de julho de 2025, a Eigen Labs foi mais longe com a <a href='https:\/\/blog.eigencloud.xyz\/redistribution-is-live-on-mainnet\/'>redistribui\u00e7\u00e3o<\/a>. Em vez de ser simplesmente queimado, o valor penalizado pode agora ser reencaminhado, o que abre casos de uso como seguros ou reembolsos em protocolos de cr\u00e9dito. Por agora, a redistribui\u00e7\u00e3o abrange tokens ERC-20, incluindo LST e tokens de AVS, mas ainda n\u00e3o o ETH nativo nem o EIGEN. Para quem delega, a li\u00e7\u00e3o \u00e9 direta: um erro de configura\u00e7\u00e3o, um bug ou um ataque bem-sucedido deixaram de ser abstratos e podem traduzir-se em perdas reais.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Symbiotic, Kelp e a nova concorr\u00eancia<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Durante 2024, restaking era quase sin\u00f3nimo de EigenLayer. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9. A <a href='https:\/\/www.theblock.co\/post\/406862\/symbiotic-officially-pivots-to-collateral-markets-with-core-v2-launch'>Symbiotic<\/a>, apoiada pela Paradigm, pela Pantera e pela Coinbase Ventures, prop\u00f4s um modelo sem permiss\u00f5es em que quase qualquer token ERC-20 serve de garantia, e n\u00e3o apenas ETH. Em 2026, alargou o \u00e2mbito para l\u00e1 do restaking puro, apostando em \u00abmercados de colateral\u00bb com a vers\u00e3o Core V2 e num servi\u00e7o de resgate r\u00e1pido para ativos tokenizados. Curiosamente, continua sem token pr\u00f3prio, o que alimenta especula\u00e7\u00e3o e alguma impaci\u00eancia na comunidade.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os emissores de LRT, a Kelp DAO consolidou-se com o rsETH e uma base grande de detentores, enquanto nomes como a Puffer e a Swell disputam o mesmo p\u00fablico. O resultado \u00e9 um mercado mais competitivo, em que os protocolos disputam operadores, garantias e, sobretudo, os AVS que geram procura por seguran\u00e7a. Para o utilizador, mais concorr\u00eancia tende a significar melhores condi\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m mais op\u00e7\u00f5es dif\u00edceis de comparar.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>O restaking chega ao Bitcoin<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia n\u00e3o ficou presa \u00e0 Ethereum. A <a href='https:\/\/babylonlabs.io\/'>Babylon<\/a> levou um conceito pr\u00f3ximo ao Bitcoin, permitindo que os detentores de BTC bloqueiem os seus ativos para proteger cadeias de prova de participa\u00e7\u00e3o sem os entregar a uma ponte centralizada. O mecanismo assenta em contratos temporais nativos do Bitcoin, o que evita mover os fundos para fora da rede. Segundo dados recentes, a Babylon voltou a ultrapassar o equivalente a mais de 3,8 mil milh\u00f5es de euros em valor bloqueado em 2026, depois de uma retra\u00e7\u00e3o acentuada ao longo de 2025.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Para o maior ativo do setor, largamente parado em carteiras, a promessa \u00e9 apelativa: gerar rendimento sem abdicar da seguran\u00e7a do Bitcoin. Os riscos acompanham a l\u00f3gica do restaking em geral, com a nota adicional de que o ecossistema de aplica\u00e7\u00f5es em torno do BTC \u00e9 ainda jovem e pouco testado.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>MiCA, a CMVM e o fim do per\u00edodo transit\u00f3rio<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Para o investidor em Portugal, a pergunta pr\u00e1tica \u00e9 uma s\u00f3: como se enquadra isto na lei? O momento \u00e9 oportuno. O per\u00edodo transit\u00f3rio da MiCA, transposto para a ordem interna pela <a href='https:\/\/diariodarepublica.pt\/dr\/detalhe\/lei\/69-2025-992098939'>Lei n.\u00ba 69\/2025, de 22 de dezembro<\/a>, terminou a 1 de julho de 2026. A partir dessa data, quem n\u00e3o obteve autoriza\u00e7\u00e3o ao abrigo da MiCA deixa de poder prestar servi\u00e7os de criptoativos, restando-lhe gerir o encerramento ordenado das posi\u00e7\u00f5es dos clientes.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A supervis\u00e3o est\u00e1 <a href='https:\/\/dinheirovivo.dn.pt\/economia\/novas-regras-para-criptoativos-em-vigor-a-1-de-julho-banco-de-portugal-e-cmvm-partilham-superviso'>repartida<\/a>: o Banco de Portugal fica com as mat\u00e9rias ligadas \u00e0s stablecoins e \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o prudencial dos prestadores, enquanto a <a href='https:\/\/www.cmvm.pt\/'>CMVM<\/a> supervisiona a conduta de mercado, o abuso de mercado e as regras de negocia\u00e7\u00e3o. As coimas por infra\u00e7\u00f5es muito graves podem ir de 25 mil a 5 milh\u00f5es de euros para pessoas coletivas.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A MiCA n\u00e3o define \u00abrestaking\u00bb nem \u00abstaking\u00bb de forma espec\u00edfica, o que deixa uma zona cinzenta. A quest\u00e3o delicada \u00e9 saber quando um LRT ou um servi\u00e7o de staking gerido deixa de ser um simples criptoativo e passa a comportar-se como instrumento financeiro, sujeito \u00e0 DMIF II (MiFID II). Um produto que prometa rendimento a partir do esfor\u00e7o de gest\u00e3o de terceiros aproxima-se, para v\u00e1rios juristas, da no\u00e7\u00e3o de valor mobili\u00e1rio. Enquanto n\u00e3o houver orienta\u00e7\u00e3o definitiva, a mensagem para o utilizador \u00e9 de cautela, e as recompensas continuam a exigir aten\u00e7\u00e3o na declara\u00e7\u00e3o \u00e0 Autoridade Tribut\u00e1ria.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>A ressalva de Vitalik Buterin<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Nem toda a comunidade Ethereum aplaude o restaking. Numa publica\u00e7\u00e3o de maio de 2023 que continua a ser citada, <a href='https:\/\/vitalik.eth.limo\/general\/2023\/05\/21\/dont_overload.html'>\u00abDon&#8217;t overload Ethereum&#8217;s consensus\u00bb<\/a>, Vitalik Buterin tra\u00e7ou uma linha importante. O uso duplo do ETH em staking, escreveu, \u00e9 \u00abfundamentalmente aceit\u00e1vel\u00bb; o perigoso \u00e9 tentar \u00abrecrutar\u00bb o consenso social da Ethereum para os fins de uma aplica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O receio concreto \u00e9 o de um AVS grande demais para falhar. Perante um colapso, poderia surgir press\u00e3o social para um resgate que envolvesse a pr\u00f3pria camada base, contaminando o ativo que sustenta boa parte da DeFi. Os defensores do restaking respondem que as penaliza\u00e7\u00f5es est\u00e3o contidas e s\u00e3o opcionais. O debate mant\u00e9m-se aberto e \u00e9, talvez, o mais importante de todos, porque toca na seguran\u00e7a da pr\u00f3pria Ethereum.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>O que vigiar nos pr\u00f3ximos meses<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Para quem acompanha o setor a partir da Europa, alguns sinais merecem aten\u00e7\u00e3o especial nos pr\u00f3ximos trimestres:<\/p><ul class='wp-block-list'><li>As recompensas reais pagas pelos AVS, agora que o slashing est\u00e1 ativo e o risco \u00e9 concreto.<\/li><li>Eventuais orienta\u00e7\u00f5es da ESMA ou da CMVM sobre a classifica\u00e7\u00e3o de LRT e de servi\u00e7os de staking geridos.<\/li><li>A concentra\u00e7\u00e3o de operadores: se poucos detiverem a maioria do ETH restaked, cresce o risco sist\u00e9mico.<\/li><li>A sa\u00fade da paridade dos principais LRT em momentos de tens\u00e3o, sobretudo em pontes entre cadeias.<\/li><li>A evolu\u00e7\u00e3o do restaking de Bitcoin e a chegada de aplica\u00e7\u00f5es que justifiquem essa seguran\u00e7a adicional.<\/li><\/ul><p class=\"wp-block-paragraph\">O restaking \u00e9, ao mesmo tempo, uma das inova\u00e7\u00f5es mais ambiciosas e mais controversas da Ethereum. Oferece efici\u00eancia de capital e uma nova fonte de rendimento, mas empilha riscos que s\u00f3 agora come\u00e7am a ser testados em condi\u00e7\u00f5es reais. Para o investidor informado, a regra \u00e9 a de sempre: perceber onde est\u00e1 o dinheiro, quem o pode penalizar e em que circunst\u00e2ncias.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Por Jo\u00e3o Mendes, editor de mercados da HOGE Wire.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O restaking transformou ETH bloqueado numa camada de seguran\u00e7a alugada a dezenas de servi\u00e7os. 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