{"id":180,"date":"2026-07-17T16:45:28","date_gmt":"2026-07-17T16:45:28","guid":{"rendered":"https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-2026-bitcoin-ssv-fim-era-pontos\/"},"modified":"2026-07-17T16:45:28","modified_gmt":"2026-07-17T16:45:28","slug":"restaking-2026-bitcoin-ssv-fim-era-pontos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-2026-bitcoin-ssv-fim-era-pontos\/","title":{"rendered":"Restaking em 2026: Bitcoin, SSV e o fim da era dos pontos"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">O restaking deixou de ser uma novidade de nicho para se tornar um dos temas mais debatidos do universo DeFi, mas 2026 tem sido um ano de contradi\u00e7\u00f5es para o setor. Depois de o EigenLayer, agora rebatizado EigenCloud, ter levado o valor total bloqueado (TVL) a m\u00e1ximos hist\u00f3ricos, esse n\u00famero caiu de forma acentuada ao longo do ano, ao mesmo tempo que o Bitcoin, atrav\u00e9s do protocolo Babylon, e a SSV Network, com o seu modelo de Based Applications, se afirmam como alternativas s\u00e9rias ao dom\u00ednio quase exclusivo da Ethereum nesta narrativa. Este artigo faz um ponto de situa\u00e7\u00e3o abrangente sobre o setor: o que mudou no EigenCloud, como funciona o restaking de Bitcoin, o que aconteceu no ataque de 292 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0 Kelp DAO e porque \u00e9 que, mais de tr\u00eas anos depois de Vitalik Buterin ter avisado para os riscos de sobrecarregar o consenso da Ethereum, a pergunta mais importante do setor continua a mesma: de onde vem, realmente, o rendimento do restaking?<\/p><h2 class='wp-block-heading'>O que \u00e9 o restaking e porque o tema voltou a aquecer<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">No staking tradicional, quem bloqueia ETH, ou Bitcoin mais recentemente, recebe uma recompensa por ajudar a validar e proteger uma \u00fanica rede. O restaking pega nesse mesmo capital j\u00e1 staked, seja ETH nativo, seja um token de liquid staking como o stETH, e permite que seja reutilizado para proteger servi\u00e7os de terceiros conhecidos como AVS (Actively Validated Services): or\u00e1culos, pontes entre blockchains, camadas de disponibilidade de dados ou sequenciadores de rollups. Em troca de assumir condi\u00e7\u00f5es de slashing adicionais, ou seja, o risco de perder parte do capital se o operador falhar ou agir de forma maliciosa, o utilizador recebe uma camada extra de rendimento.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O conceito foi criado pelo EigenLayer, fundado por Sreeram Kannan, e rapidamente se tornou um dos maiores fen\u00f3menos da Ethereum em 2024 e 2025. A l\u00f3gica \u00e9 simples de entender: em vez de cada novo protocolo ter de arrancar do zero com o seu pr\u00f3prio conjunto de validadores e o seu pr\u00f3prio token para garantir seguran\u00e7a econ\u00f3mica, pode simplesmente alugar essa seguran\u00e7a ao imenso conjunto de ETH j\u00e1 staked na rede. Em 2026, esse modelo deixou de ser exclusivo da Ethereum: o Bitcoin ganhou o seu pr\u00f3prio mecanismo de restaking atrav\u00e9s do protocolo Babylon, e redes concorrentes como a SSV Network, a Symbiotic e a Karak disputam uma fatia cada vez mais competitiva do mesmo mercado.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>EigenLayer tornou-se EigenCloud: o que mudou<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A mudan\u00e7a de nome de EigenLayer para EigenCloud, feita pela Eigen Labs, n\u00e3o foi apenas cosm\u00e9tica. Al\u00e9m do restaking original, a empresa passa agora a vender a ideia de uma cloud verific\u00e1vel: servi\u00e7os como o EigenDA (disponibilidade de dados), o EigenCompute e o EigenVerify, todos com garantias criptogr\u00e1ficas em vez de confian\u00e7a institucional. O slashing, ou seja, a possibilidade real de um operador perder capital por falhar nas suas obriga\u00e7\u00f5es, est\u00e1 ativo em mainnet desde 17 de abril de 2025, embora continue a ser opcional para cada AVS, segundo o pr\u00f3prio an\u00fancio da <a href='https:\/\/blog.eigencloud.xyz\/slashing-goes-live\/'>EigenCloud<\/a>. Atualmente, o ecossistema conta com cerca de 190 AVS em desenvolvimento, cerca de 40 j\u00e1 em mainnet, mais de 2.000 operadores e mais de 80.000 endere\u00e7os a participar na rede.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O maior contraste, por\u00e9m, est\u00e1 no TVL. Depois de ter chegado a um m\u00e1ximo hist\u00f3rico pr\u00f3ximo dos 19,7 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares no in\u00edcio de 2026, o valor bloqueado no EigenCloud caiu de forma acentuada ao longo do ano; diferentes plataformas de dados, incluindo a DefiLlama, mostram uma tend\u00eancia de queda consistente, ainda que apresentem n\u00fameros atuais bastante distintos entre si, uns a apontar para valores pr\u00f3ximos dos 4 a 5 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, outros ainda acima dos 10 mil milh\u00f5es, consoante a metodologia e a data de consulta. Essa pr\u00f3pria discrep\u00e2ncia \u00e9, em si, um sinal de como o setor continua vol\u00e1til e dif\u00edcil de medir com precis\u00e3o. J\u00e1 analis\u00e1mos este colapso de TVL em detalhe em <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-2026-colapso-tvl-kelp-aave\/'>Restaking em 2026: o colapso do TVL e o novo mapa do setor<\/a>. O token EIGEN negoceia, \u00e0 data de publica\u00e7\u00e3o, a cerca de 0,20 euros, com uma capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado de aproximadamente 150 milh\u00f5es de euros, uma queda de cerca de 96% face ao m\u00e1ximo hist\u00f3rico de 5,65 d\u00f3lares, atingido em dezembro de 2024, segundo dados da <a href='https:\/\/www.coingecko.com\/coins\/eigencloud'>CoinGecko<\/a>.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>ELIP-012: a tentativa de ligar o token EIGEN ao uso real<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Para tentar travar essa espiral, a Eigen Foundation aprovou, em dezembro de 2025, a proposta <a href='https:\/\/github.com\/eigenfoundation\/ELIPs\/blob\/main\/ELIPs\/ELIP-012.md'>ELIP-012<\/a>, tamb\u00e9m conhecida como Incentives Committee. O mecanismo substitui os antigos contratos TokenHopper e ActionGenerator por um novo EmissionsController, que emite EIGEN semanalmente atrav\u00e9s de uma fun\u00e7\u00e3o permissionless, acion\u00e1vel por qualquer participante. A grande mudan\u00e7a est\u00e1 em para onde vai essa emiss\u00e3o: em vez de recompensar de forma uniforme todo o capital staked, o novo modelo direciona os incentivos para stake produtivo, ou seja, capital que est\u00e1 efetivamente a proteger AVS j\u00e1 em funcionamento e a gerar receita, penalizando implicitamente os dep\u00f3sitos inativos.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O desenho tamb\u00e9m inclui uma taxa de 20% sobre as recompensas pagas pelos AVS ao stake subsidiado por incentivos, e canaliza 100% das receitas dos servi\u00e7os de cloud, EigenAI, EigenCompute e EigenDA, l\u00edquidas dos custos dos operadores, para um contrato de recompra que reduz a oferta em circula\u00e7\u00e3o. A infla\u00e7\u00e3o mant\u00e9m-se fixa em 7% ao ano, mais 1% discricion\u00e1rio para o ecossistema, com o Protocol Council a manter autoridade exclusiva sobre a taxa total. Ainda assim, mesmo depois desta reforma, dados agregados da DefiLlama sugerem que a receita real do protocolo continua pr\u00f3xima de zero face a um TVL medido em milhares de milh\u00f5es, uma discrep\u00e2ncia que ajuda a explicar porque \u00e9 que o pre\u00e7o do EIGEN n\u00e3o acompanhou a escala do capital depositado.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Que servi\u00e7os \u00e9 que o restaking protege, na pr\u00e1tica<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia de alugar seguran\u00e7a econ\u00f3mica pode parecer abstrata, mas j\u00e1 existem AVS reais a operar com capital restaked. O EigenDA, o pr\u00f3prio servi\u00e7o de disponibilidade de dados da EigenCloud, foi o primeiro a chegar \u00e0 mainnet, em abril de 2024, e continua a liderar a maioria das tabelas de operadores por tempo de atividade. O Lagrange foi o primeiro AVS de conhecimento zero, usando comit\u00e9s de estado protegidos por ETH restaked para servir rollups otimistas. J\u00e1 a Omni Network funciona como um hub de interoperabilidade, ligando diferentes rollups da Ethereum entre si atrav\u00e9s da mesma camada de seguran\u00e7a partilhada. Estes tr\u00eas exemplos ilustram bem a proposta original do restaking: reduzir drasticamente o custo de arranque de seguran\u00e7a para uma nova infraestrutura cr\u00edtica.<\/p><ul class='wp-block-list'><li>EigenDA: disponibilidade de dados, primeiro AVS em mainnet, abril de 2024<\/li><li>Lagrange: comit\u00e9s de estado com prova de conhecimento zero para rollups otimistas<\/li><li>Omni Network: hub de interoperabilidade entre rollups da Ethereum<\/li><\/ul><h2 class='wp-block-heading'>Bitcoin entra no restaking: o caso Babylon<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, o restaking era uma conversa quase exclusivamente sobre Ethereum. Isso mudou com o protocolo Babylon, que permite a detentores de Bitcoin bloquear as suas moedas diretamente atrav\u00e9s dos mecanismos nativos de timelock do pr\u00f3prio Bitcoin, sem necessidade de wrapping nem de pontes para outra rede. O BTC assim bloqueado passa a proteger cadeias PoS que optam por integrar este modelo, chamadas Bitcoin Supercharged Networks. A mainnet Genesis e o token BABY foram lan\u00e7ados a 10 de abril de 2025, com um airdrop de 600 milh\u00f5es de BABY, 6% da oferta, distribu\u00eddo entre stakers da Fase 1, recompensas de staking base e b\u00f3nus, detentores do NFT Pioneer Pass e contribuidores open source.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros atuais s\u00e3o expressivos: segundo o pr\u00f3prio painel da <a href='https:\/\/babylonlabs.io\/'>Babylon Labs<\/a>, o protocolo tem 56.853,16 BTC staked, o equivalente a um TVL de aproximadamente 4,9 mil milh\u00f5es de euros, tornando-o o maior sistema de staking de Bitcoin por este crit\u00e9rio. J\u00e1 o token BABY negoceia a cerca de 0,011 euros, com uma capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado \u00e0 volta de 45,2 milh\u00f5es de euros, muito abaixo do seu m\u00e1ximo hist\u00f3rico de 0,1661 d\u00f3lares, atingido em abril de 2025; a diferen\u00e7a entre a capitaliza\u00e7\u00e3o do token e a escala do TVL subjacente \u00e9 consider\u00e1vel, e vale a pena trat\u00e1-la com a devida cautela ao avaliar o valor real do ecossistema Babylon. Est\u00e1 tamb\u00e9m prevista uma futura integra\u00e7\u00e3o com a Aave V4 que permitiria usar BTC nativo como colateral de empr\u00e9stimo, ainda sem data confirmada, dependente do pr\u00f3prio calend\u00e1rio de lan\u00e7amento da Aave V4 e da revis\u00e3o de seguran\u00e7a do conector. Para empresas com tesourarias significativas em bitcoin, tema que j\u00e1 explor\u00e1mos em <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/tesourarias-cripto-corporativas-guia-2026\/'>Tesourarias cripto corporativas: o guia completo de 2026<\/a>, este tipo de integra\u00e7\u00e3o levanta uma quest\u00e3o cada vez mais frequente: vale a pena arriscar parte de reservas at\u00e9 agora inativas em troca de um rendimento adicional, ou o risco de contrato inteligente ainda n\u00e3o compensa?<\/p><h2 class='wp-block-heading'>SSV Network e as Based Applications: o outro caminho<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto o EigenCloud e a Babylon dominam as manchetes, a SSV Network construiu, de forma mais discreta, a maior infraestrutura de Distributed Validator Technology (DVT) da Ethereum. Segundo o pr\u00f3prio painel da <a href='https:\/\/ssv.network\/'>ssv.network<\/a>, a rede tem mais de 7 milh\u00f5es de ETH staked atrav\u00e9s da sua tecnologia, mais de 16 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em TVL, mais de 120.000 validadores e mais de 1.800 operadores; outras plataformas de dados apresentam n\u00fameros bastante mais baixos para estas mesmas m\u00e9tricas, pelo que vale a pena tratar este valor como a estimativa da pr\u00f3pria equipa do projeto. Tecnicamente, a DVT divide a chave privada de um validador em v\u00e1rios fragmentos, distribu\u00eddos por quatro ou mais operadores que n\u00e3o confiam uns nos outros, usando partilha de segredo de Shamir, consenso IBFT e assinaturas de threshold BLS; nenhum operador isolado chega a deter a chave completa.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Em janeiro de 2025, a SSV Labs revelou a vers\u00e3o 2.0 da rede, batizada de Based Applications, ou bApps. O fundador e CEO da empresa, Alon Muroch, descreveu-o \u00e0 <a href='https:\/\/cointelegraph.com\/news\/ssv-network-based-apps-infrastructure-ethereum'>Cointelegraph<\/a> como o projeto mais ambicioso da empresa at\u00e9 \u00e0 data, com potencial para mudar profundamente o mercado de restaking. Na pr\u00e1tica, os validadores participam atrav\u00e9s de chaves de participa\u00e7\u00e3o, nunca de chaves de levantamento, o que significa que os 32 ETH de capital principal nunca podem ser slashed; apenas capital delegado opcionalmente, em ERC-20 ou ETH, fica exposto a esse risco, com cada bApp a definir a sua pr\u00f3pria toler\u00e2ncia atrav\u00e9s de um modelo de risco pr\u00f3prio.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos de tokenomics, a SSV lan\u00e7ou a 29 de abril de 2026 o programa cSSV Genesis Boost: quem faz stake de SSV recebe cSSV, um token l\u00edquido n\u00e3o-rebasing, com recompensas denominadas em ETH atrav\u00e9s de um modelo de taxas em tr\u00eas n\u00edveis, F1, uma taxa fixa pr\u00f3xima de 1% do APR de staking em ETH, F2, por bApp, e F3, por transa\u00e7\u00e3o na futura bApp chain. A rede conta ainda com um segundo cliente, o Anchor, constru\u00eddo pela Sigma Prime, a mesma equipa por tr\u00e1s do cliente Lighthouse, j\u00e1 em funcionamento em mainnet, financiado atrav\u00e9s da proposta de governa\u00e7\u00e3o DIP-56 com 2,5 milh\u00f5es de d\u00f3lares ao longo de 24 meses. O token SSV negoceia atualmente a cerca de 1,75 euros, com uma capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado pr\u00f3xima de 25,8 milh\u00f5es de euros, uma queda de aproximadamente 97% face ao seu m\u00e1ximo hist\u00f3rico de 65,82 d\u00f3lares, atingido em mar\u00e7o de 2024, segundo a <a href='https:\/\/www.coingecko.com\/coins\/ssv-network'>CoinGecko<\/a>.<\/p><figure class='wp-block-table'><table><thead><tr><th>Protocolo<\/th><th>Token<\/th><th>Pre\u00e7o aproximado<\/th><th>Capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado aproximada<\/th><th>Face ao m\u00e1ximo hist\u00f3rico<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>EigenCloud<\/td><td>EIGEN<\/td><td>0,20 EUR<\/td><td>150 milh\u00f5es EUR<\/td><td>-95,9%<\/td><\/tr><tr><td>Babylon<\/td><td>BABY<\/td><td>0,011 EUR<\/td><td>45,2 milh\u00f5es EUR<\/td><td>cerca de -92%<\/td><\/tr><tr><td>SSV Network<\/td><td>SSV<\/td><td>1,75 EUR<\/td><td>25,8 milh\u00f5es EUR<\/td><td>-97%<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure><h2 class='wp-block-heading'>Tokens de restaking l\u00edquido: ether.fi, Renzo, Kelp DAO e Puffer<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Uma pe\u00e7a essencial deste ecossistema s\u00e3o os LRT, ou liquid restaking tokens: em vez de deixar o capital preso durante o processo de restaking, protocolos como o ether.fi, a Renzo, a Kelp DAO e o Puffer emitem um token l\u00edquido que representa o dep\u00f3sito, permitindo reutiliz\u00e1-lo noutras aplica\u00e7\u00f5es DeFi, como colateral de empr\u00e9stimo ou em pools de liquidez. Essa reutiliza\u00e7\u00e3o, conhecida como rehypothecation, \u00e9 ao mesmo tempo a maior vantagem competitiva dos LRT e a sua maior fonte de risco sist\u00e9mico, como o mercado voltou a aprender \u00e0 sua custa em abril de 2026.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O ether.fi, com o seu token eETH, continua a liderar claramente este segmento, com um TVL acima de 2,8 mil milh\u00f5es de euros. Segue-se a Renzo, com o ezETH, com cerca de 1,7 mil milh\u00f5es de euros, a Kelp DAO, com o rsETH recuperado para cerca de 1,3 mil milh\u00f5es de euros depois do ataque de abril, e o Puffer, com o pufETH, pr\u00f3ximo de 1,1 mil milh\u00f5es de euros. Os rendimentos anuais hist\u00f3ricos destes protocolos rondam, de forma ampla, os 8% a 12%, embora a varia\u00e7\u00e3o seja significativa consoante o momento e os incentivos ativos em cada plataforma. Acompanhar de perto estes fluxos de capital, ali\u00e1s, tornou-se uma pr\u00e1tica comum entre analistas on-chain; j\u00e1 explic\u00e1mos essa l\u00f3gica em <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/whale-alerts-baleias-mercado-cripto\/'>Whale alerts: o que os movimentos das baleias revelam<\/a>, e o mesmo tipo de vigil\u00e2ncia aplica-se a grandes entradas ou sa\u00eddas de LRT, muitas vezes um sinal precoce de confian\u00e7a ou de p\u00e2nico no setor.<\/p><figure class='wp-block-table'><table><thead><tr><th>LRT<\/th><th>Protocolo<\/th><th>TVL aproximado<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>eETH<\/td><td>ether.fi<\/td><td>mais de 2,8 mil milh\u00f5es EUR<\/td><\/tr><tr><td>ezETH<\/td><td>Renzo<\/td><td>cerca de 1,7 mil milh\u00f5es EUR<\/td><\/tr><tr><td>rsETH<\/td><td>Kelp DAO<\/td><td>cerca de 1,3 mil milh\u00f5es EUR<\/td><\/tr><tr><td>pufETH<\/td><td>Puffer<\/td><td>cerca de 1,1 mil milh\u00f5es EUR<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure><h2 class='wp-block-heading'>O ataque \u00e0 Kelp DAO: 292 milh\u00f5es de d\u00f3lares e uma d\u00edvida incobr\u00e1vel na Aave<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">No s\u00e1bado, 19 de abril de 2026, a Kelp DAO sofreu aquele que se tornaria um dos maiores exploits do ano. Um atacante explorou uma configura\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel, do tipo 1 de 1, da ponte entre cadeias baseada em LayerZero e conseguiu cunhar, do nada, entre 116.500 e 117.132 rsETH, o equivalente a cerca de 292 milh\u00f5es de d\u00f3lares, sem alguma vez ter depositado o colateral correspondente. N\u00e3o se tratou, portanto, de um roubo de fundos j\u00e1 depositados, mas sim de uma infla\u00e7\u00e3o artificial da oferta do token, na ordem dos 18%, segundo a reconstru\u00e7\u00e3o dos factos feita pela <a href='https:\/\/www.coindesk.com\/tech\/2026\/04\/19\/2026-s-biggest-crypto-exploit-kelp-dao-hit-for-usd292-million-with-wrapped-ether-stranded-across-20-chains'>CoinDesk<\/a>.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O atacante depositou de imediato esse rsETH fantasma como colateral na Aave V3 para pedir emprestado wETH, deixando a Aave com uma d\u00edvida incobr\u00e1vel estimada em 196 milh\u00f5es de d\u00f3lares. O impacto foi imediato: o TVL da Aave caiu de 26,4 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares para cerca de 20 mil milh\u00f5es num \u00fanico fim de semana, e o token AAVE chegou a cair 16%, para 92 d\u00f3lares. Este tipo de epis\u00f3dio, em que o custo de um ataque acaba por ser suportado por todo um ecossistema e n\u00e3o apenas pelo protocolo diretamente atingido, \u00e9 precisamente o padr\u00e3o que analis\u00e1mos em <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/conta-post-mortem-quem-paga-hack-cripto\/'>A conta do post-mortem: quem paga quando a cripto \u00e9 hackeada<\/a>.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O fundador da Aave, Stani Kulechov, reagiu publicamente atrav\u00e9s da rede social X, em declara\u00e7\u00f5es citadas pela <a href='https:\/\/www.coindesk.com\/business\/2026\/04\/23\/aave-rallies-defi-partners-to-contain-fallout-from-usd292-million-kelpdao-hack'>CoinDesk<\/a>: \u00abO rsETH foi congelado na Aave V3 e na Aave V4; o ativo n\u00e3o tem qualquer poder de empr\u00e9stimo, uma medida devido ao exploit na ponte da Kelp DAO que ocorreu fora da Aave\u00bb, e acrescentou: \u00abA Aave \u00e9 o trabalho da minha vida e estamos a trabalhar sem parar para encontrar o melhor desfecho poss\u00edvel para os utilizadores.\u00bb Kulechov chegou a comprometer-se pessoalmente com 5.000 ETH para ajudar a cobrir o d\u00e9fice.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Depois do choque: como a Kelp DAO reconstruiu a confian\u00e7a<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta ao ataque envolveu uma coliga\u00e7\u00e3o pouco comum de protocolos concorrentes entre si, apelidada informalmente de DeFi United, com contribui\u00e7\u00f5es superiores a 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares vindas de nomes como a Lido, o ether.fi e a Consensys, al\u00e9m da pr\u00f3pria Aave. Cerca de 117.132 rsETH foram queimados na rede Arbitrum, e o lastro do token foi restaurado atrav\u00e9s de um multisig dedicado, o Aave Recovery Guardian.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Como consequ\u00eancia direta do incidente, a Kelp DAO migrou a sua ponte de LayerZero OFT para o Chainlink CCIP, passando a exigir quatro atestadores independentes e 64 confirma\u00e7\u00f5es de bloco antes de qualquer transfer\u00eancia ser validada, um endurecimento consider\u00e1vel face \u00e0 configura\u00e7\u00e3o original. Vale notar que a LayerZero contestou publicamente a responsabilidade pelo incidente, argumentando tratar-se de uma escolha de configura\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Kelp DAO, e n\u00e3o uma falha do protocolo base, uma disputa que continua sem resolu\u00e7\u00e3o clara meses depois. Do lado dos n\u00fameros, a recupera\u00e7\u00e3o foi not\u00e1vel: a capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado associada ao rsETH subiu para cerca de 1,3 mil milh\u00f5es de euros, acima do valor depositado antes do ataque, pr\u00f3ximo dos 650 milh\u00f5es de euros, sinal de que a confian\u00e7a dos utilizadores, pelo menos em termos de capital novo, regressou com for\u00e7a.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Symbiotic, Karak e a corrida por um TVL cada vez mais disputado<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">O EigenCloud est\u00e1 longe de ser o \u00fanico ator relevante no restaking em Ethereum. A Symbiotic, com mainnet ativa desde 28 de janeiro de 2025, aposta num modelo mais flex\u00edvel: aceita qualquer colateral em ERC-20, n\u00e3o apenas ETH ou derivados, tem slashing ativo desde o primeiro dia e permite escolher entre diferentes resolvers para disputas, incluindo a UMA, a Kleros ou comit\u00e9s pr\u00f3prios. A empresa captou 29 milh\u00f5es de d\u00f3lares numa ronda Series A liderada pela Pantera em abril de 2025, mas continua, surpreendentemente, sem um token p\u00fablico confirmado mais de dois anos depois do lan\u00e7amento, apesar de j\u00e1 ter angariado 34,8 milh\u00f5es de d\u00f3lares no total; lan\u00e7ou recentemente um novo produto, o Liquid Lane, a 2 de junho de 2026.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A Karak posiciona-se como o terceiro grande nome do setor, ainda que com um TVL substancialmente mais baixo e sem uma listagem p\u00fablica amplamente l\u00edquida do seu token, apesar de uma TGE anunciada em novembro de 2024. Em conjunto, Symbiotic e Karak ilustram um ponto importante: a fuga de capital do restaking em 2026 n\u00e3o \u00e9 um problema exclusivo do EigenCloud, mas sim uma tend\u00eancia transversal a todo o setor, \u00e0 medida que o mercado se torna mais c\u00e9tico quanto \u00e0 sustentabilidade dos rendimentos oferecidos.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>De onde vem o rendimento, realmente<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da euforia inicial em torno de pontos, promessas impl\u00edcitas de futuros airdrops que impulsionaram milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares em dep\u00f3sitos ao longo de 2024 e 2025, 2026 tornou-se o ano em que o setor foi for\u00e7ado a responder a uma pergunta bem mais inc\u00f3moda: de onde vem, de facto, o rendimento do restaking? Na pr\u00e1tica, existem quatro fontes poss\u00edveis, e nem todas s\u00e3o iguais em termos de sustentabilidade. A primeira \u00e9 o rendimento nativo do staking em ETH, atualmente na casa dos 2,7% a 2,8% ao ano, que serve de base a qualquer estrat\u00e9gia de restaking. A segunda \u00e9 a emiss\u00e3o de novos tokens, EIGEN, SSV, BABY, que dilui os detentores existentes independentemente de haver ou n\u00e3o receita real por tr\u00e1s. A terceira, os j\u00e1 mencionados pontos, perdeu grande parte da sua for\u00e7a como mecanismo de capta\u00e7\u00e3o ao longo de 2026, \u00e0 medida que os primeiros ciclos de airdrops ficaram aqu\u00e9m das expectativas. A quarta, e a mais desej\u00e1vel do ponto de vista estrutural, \u00e9 a receita real gerada pelos pr\u00f3prios AVS, ainda comparativamente reduzida face \u00e0 escala do capital depositado.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 precisamente esta quarta fonte que a ELIP-012, o modelo de taxas F1, F2 e F3 da SSV e o desenho mais simples da Babylon tentam, cada um \u00e0 sua maneira, tornar mais robusta. A press\u00e3o de dilui\u00e7\u00e3o continua real: eventos de vesting programados libertam regularmente novos tokens no mercado, independentemente do n\u00edvel de receita gerada nesse momento. Olhando para o conjunto do setor em meados de 2026, o quadro que emerge \u00e9 o de um mercado a tentar amadurecer: o rendimento est\u00e1 a tornar-se mais honesto, mais ligado ao uso real da infraestrutura, mas continua, na generalidade dos protocolos, mais dependente de emiss\u00f5es do que de receita de taxas efetivamente cobrada.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>O aviso que Vitalik Buterin fez em 2023<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de o restaking se tornar um fen\u00f3meno de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares, Vitalik Buterin j\u00e1 tinha alertado para os seus riscos estruturais. No ensaio <a href='https:\/\/vitalik.eth.limo\/general\/2023\/05\/21\/dont_overload.html'>Don&#8217;t overload Ethereum&#8217;s consensus<\/a>, publicado a 21 de maio de 2023, o cofundador da Ethereum escreveu: \u00abQualquer alargamento das fun\u00e7\u00f5es do consenso da Ethereum aumenta os custos, a complexidade e os riscos de operar um validador.\u00bb O argumento central \u00e9 que, quanto mais responsabilidades forem empilhadas sobre o mesmo conjunto de validadores, maior a fragilidade do consenso social que sustenta toda a rede, e maior o risco de a comunidade se sentir pressionada a resgatar um protocolo restaked considerado demasiado importante para falhar.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Sreeram Kannan, cofundador da EigenLayer e da Eigen Labs, respondeu diretamente a esta cr\u00edtica numa entrevista \u00e0 <a href='https:\/\/www.coindesk.com\/tech\/2023\/09\/27\/eigenlayers-sreeram-kannan-on-the-hot-and-risky-ethereum-trend-of-restaking'>CoinDesk<\/a>, em setembro de 2023: \u00abVejo o restaking como um risco menor do que o liquid staking\u00bb, argumentou, acrescentando que \u00abtudo o que o restaking pode fazer, o liquid staking j\u00e1 o consegue fazer\u00bb. Kannan alertou ainda contra a suposi\u00e7\u00e3o de que qualquer protocolo seria automaticamente resgatado pela comunidade Ethereum em caso de falha catastr\u00f3fica, uma vez que a rede sempre teria a op\u00e7\u00e3o de simplesmente fazer fork e seguir em frente sem esse protocolo.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas anos depois, o ataque \u00e0 Kelp DAO deu um exemplo bem concreto do tipo de risco de cont\u00e1gio que Buterin descrevia de forma mais abstrata: um LRT foi aceite como colateral por outro protocolo sem que o risco da ponte subjacente fosse devidamente avaliado, e o resultado foi uma d\u00edvida incobr\u00e1vel de quase 200 milh\u00f5es de d\u00f3lares fora do controlo direto de qualquer uma das partes.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Portugal, a CMVM e o fim do regime transit\u00f3rio do MiCA<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Para investidores em Portugal, este debate ganha uma camada adicional de relev\u00e2ncia regulat\u00f3ria. O regime transit\u00f3rio do MiCA para prestadores de servi\u00e7os de ativos digitais terminou a 1 de julho de 2026, ao abrigo da Lei n.\u00ba 69\/2025, de 22 de dezembro, em vigor desde 27 de dezembro de 2025. Em Portugal, o Banco de Portugal \u00e9 respons\u00e1vel pela supervis\u00e3o prudencial e pela autoriza\u00e7\u00e3o como CASP, prestador de servi\u00e7os de ativos criptogr\u00e1ficos, enquanto a CMVM trata da supervis\u00e3o comportamental e da dete\u00e7\u00e3o de abuso de mercado, nos termos dos T\u00edtulos II e VI do MiCA.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Este enquadramento tem implica\u00e7\u00f5es diretas para quem participa em restaking. O staking ou restaking prestado de forma custodiada, isto \u00e9, atrav\u00e9s de uma plataforma centralizada que gere o processo em nome do utilizador, tende a cair dentro do \u00e2mbito de supervis\u00e3o CASP. J\u00e1 a intera\u00e7\u00e3o direta com contratos inteligentes de protocolos como o EigenCloud, a Babylon ou a SSV Network, sem intermedi\u00e1rio centralizado, situa-se em grande medida fora do per\u00edmetro do MiCA, o que significa, na pr\u00e1tica, aus\u00eancia de teste de adequa\u00e7\u00e3o, de fundo de compensa\u00e7\u00e3o ou de qualquer via de recurso junto da CMVM em caso de perda. As contraordena\u00e7\u00f5es por incumprimento classificam-se como muito graves, com coimas entre 25.000 e 5.000.000 de euros, segundo an\u00e1lise da <a href='https:\/\/cms.law\/pt\/prt\/news-information\/fim-do-regime-transitorio-mica-o-que-muda-a-partir-de-1-de-julho'>CMS Law<\/a>. Vale ainda recordar que os derivados cripto, como futuros e perp\u00e9tuos, continuam a ser regulados pela DMIF II e n\u00e3o pelo MiCA, que abrange apenas ativos cripto \u00e0 vista e os respetivos prestadores de servi\u00e7os.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Para quem prefere um caminho mais regulado, produtos como os ETF de Ethereum com staking incorporado, lan\u00e7ados nos Estados Unidos ao longo de 2026, representam uma alternativa institucional ao restaking direto, ainda que com uma estrutura de custos e de exposi\u00e7\u00e3o bastante diferente; j\u00e1 explor\u00e1mos essa din\u00e2mica em <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/fluxos-etf-bitcoin-ethereum-2026\/'>ETF de Bitcoin e Ethereum: por dentro dos fluxos que movem o mercado<\/a>.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>O que vigiar na segunda metade de 2026<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e1rios desenvolvimentos v\u00e3o determinar se o restaking consegue, de facto, provar que o seu rendimento \u00e9 sustent\u00e1vel na segunda metade de 2026. Entre os mais relevantes:<\/p><ul class='wp-block-list'><li>Se o mecanismo de recompra da ELIP-012 consegue, na pr\u00e1tica, reduzir a press\u00e3o de venda sobre o EIGEN \u00e0 medida que mais receita de cloud \u00e9 gerada<\/li><li>Se a integra\u00e7\u00e3o da Aave V4 com BTC nativo via Babylon avan\u00e7a para produ\u00e7\u00e3o, o que poderia abrir uma nova fonte de procura para o restaking de Bitcoin<\/li><li>Se a SSV Network consegue finalmente popular o seu marketplace de bApps com aplica\u00e7\u00f5es externas reais, al\u00e9m dos exemplos internos j\u00e1 existentes<\/li><li>Se a Symbiotic e a Karak avan\u00e7am, depois de mais de dois anos, para o lan\u00e7amento de tokens p\u00fablicos plenamente l\u00edquidos<\/li><li>Como reagem a CMVM e os restantes reguladores europeus a eventuais casos de incumprimento agora que o per\u00edodo transit\u00f3rio do MiCA terminou<\/li><\/ul><p class=\"wp-block-paragraph\">No fundo, o setor est\u00e1 a ser for\u00e7ado a escolher entre duas narrativas: ou o restaking amadurece para um modelo assente em receita real e sustent\u00e1vel, \u00e0 semelhan\u00e7a do que a ELIP-012, o modelo F1, F2 e F3 da SSV e o desenho mais simples da Babylon tentam construir, ou continua a depender sobretudo de emiss\u00f5es de token e de expectativas especulativas, um padr\u00e3o que a experi\u00eancia de 2024 e 2025 j\u00e1 mostrou ser dif\u00edcil de sustentar a longo prazo.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Perguntas Frequentes<\/h2><h3 class='wp-block-heading'>O que \u00e9 restaking em criptomoedas?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Restaking \u00e9 o processo de reutilizar capital j\u00e1 staked, seja ETH nativo, um token de liquid staking ou Bitcoin, para tamb\u00e9m proteger servi\u00e7os de terceiros conhecidos como AVS, Actively Validated Services, como or\u00e1culos, pontes entre blockchains ou camadas de disponibilidade de dados. Em troca de assumir condi\u00e7\u00f5es de slashing adicionais, o utilizador recebe uma camada extra de rendimento al\u00e9m da recompensa normal de staking.<\/p><h3 class='wp-block-heading'>Qual a diferen\u00e7a entre staking, liquid staking e restaking?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">O staking tradicional bloqueia capital para proteger uma \u00fanica rede em troca de uma recompensa. O liquid staking emite um token negoci\u00e1vel que representa esse dep\u00f3sito, resolvendo o problema da liquidez. O restaking reutiliza esse capital para tamb\u00e9m proteger outros servi\u00e7os al\u00e9m da rede original, assumindo riscos adicionais em troca de rendimento adicional.<\/p><h3 class='wp-block-heading'>O restaking ainda vale a pena depois do colapso do TVL em 2026?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Depende do protocolo. Grande parte da queda de TVL registada em 2026 reflete a sa\u00edda de capital especulativo atra\u00eddo por pontos e expectativas de airdrop, n\u00e3o necessariamente uma falha do modelo em si. Protocolos que redesenharam os seus incentivos para premiar stake ligado a receita real tendem a oferecer um rendimento mais sustent\u00e1vel, ainda que mais modesto do que no pico especulativo.<\/p><h3 class='wp-block-heading'>O que aconteceu no ataque \u00e0 Kelp DAO?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">A 19 de abril de 2026, um atacante explorou uma falha na ponte entre cadeias da Kelp DAO, baseada em LayerZero, e cunhou cerca de 292 milh\u00f5es de d\u00f3lares em rsETH sem depositar colateral, usando esse token como colateral na Aave para pedir empr\u00e9stimos. Isso deixou uma d\u00edvida incobr\u00e1vel de cerca de 196 milh\u00f5es de d\u00f3lares, mais tarde coberta por uma coliga\u00e7\u00e3o de protocolos parceiros, incluindo Lido, ether.fi, Consensys e a pr\u00f3pria Aave.<\/p><h3 class='wp-block-heading'>O restaking de Bitcoin atrav\u00e9s da Babylon \u00e9 seguro?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo da Babylon evita alguns riscos cl\u00e1ssicos do restaking em Ethereum, j\u00e1 que o BTC \u00e9 bloqueado diretamente atrav\u00e9s dos mecanismos nativos de timelock do Bitcoin, sem necessidade de wrapping ou de pontes entre cadeias, uma das principais fontes de exploits no setor, incluindo o pr\u00f3prio caso Kelp DAO. Ainda assim, continua a ser um sistema relativamente recente e experimental, com riscos pr\u00f3prios ligados aos contratos inteligentes das cadeias PoS que protege e \u00e0 governa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio protocolo, pelo que deve ser avaliado com a mesma cautela que qualquer infraestrutura DeFi em fase inicial de matura\u00e7\u00e3o.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Artigo da reda\u00e7\u00e3o da HOGE Wire.<\/p><script type='application\/ld+json'>{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@type\":\"FAQPage\",\"mainEntity\":[{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"O que \u00e9 restaking em criptomoedas?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"Restaking \u00e9 o processo de reutilizar capital j\u00e1 staked, seja ETH nativo, um token de liquid staking ou Bitcoin, para tamb\u00e9m proteger servi\u00e7os de terceiros conhecidos como AVS (Actively Validated Services), como or\u00e1culos, pontes entre blockchains ou camadas de disponibilidade de dados. 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