{"id":213,"date":"2026-07-31T16:43:52","date_gmt":"2026-07-31T16:43:52","guid":{"rendered":"https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-2026-sair-mais-dificil-que-entrar\/"},"modified":"2026-07-31T16:43:52","modified_gmt":"2026-07-31T16:43:52","slug":"restaking-2026-sair-mais-dificil-que-entrar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-2026-sair-mais-dificil-que-entrar\/","title":{"rendered":"Restaking em 2026: porque sair \u00e9 mais dif\u00edcil do que entrar"},"content":{"rendered":"<h2 class='wp-block-heading'>Restaking em 2026: porque a sa\u00edda se tornou o tema do momento<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">O restaking nasceu com a EigenLayer como forma de reaproveitar ETH j\u00e1 staked, ou um token de liquid staking, para tamb\u00e9m ajudar a garantir a seguran\u00e7a de infraestrutura adicional: or\u00e1culos, pontes entre cadeias, camadas de disponibilidade de dados, sequenciadores de rollups, chamados AVS (Actively Validated Services) na terminologia da pr\u00f3pria EigenLayer. Em troca, quem faz restaking recebe rendimento extra e assume condi\u00e7\u00f5es extra de slashing. A ideia de reaproveitar a mesma garantia econ\u00f3mica para v\u00e1rios servi\u00e7os em simult\u00e2neo foi popularizada pela EigenLayer, mas estende-se hoje a concorrentes como a Symbiotic, a Karak (entretanto renomeada OpenGDP) e \u00e0 Babylon, que aplica o mesmo princ\u00edpio ao Bitcoin.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A escala j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 pequena. O slashing est\u00e1 ativo na mainnet da EigenLayer desde 17 de abril de 2025, com cerca de 190 AVS em desenvolvimento, perto de 40 j\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o, mais de 2.000 operadores e dezenas de milhares de endere\u00e7os a participar. \u00c9 sobre esta base que se discute agora, pela primeira vez a s\u00e9rio, como sair dela.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a maior parte da hist\u00f3ria do setor, a conversa girou \u00e0 volta de como entrar: programas de pontos, parcerias de integra\u00e7\u00e3o, promessas de rendimento anual de dois d\u00edgitos. Em julho de 2026, a conversa mudou de sentido. A EigenLayer recebeu no seu pr\u00f3prio f\u00f3rum de governa\u00e7\u00e3o uma proposta, a ELIP-018, cujo \u00fanico objetivo \u00e9 facilitar a sa\u00edda de quem faz restaking. Dias depois, a fila de entrada de novos validadores na Ethereum ultrapassou os 40 dias de espera, exatamente quando a fila de sa\u00edda chegou a zero, uma invers\u00e3o do enredo habitual de fuga generalizada num mercado em queda.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Vistos em conjunto, os mecanismos de sa\u00edda deste setor dividem-se em tr\u00eas fam\u00edlias: sa\u00eddas mediadas por governa\u00e7\u00e3o, como a da EigenLayer, dependentes de propostas como a RETIRE ou de filas partilhadas com o resto da Ethereum; sa\u00eddas nativas de protocolo, como a da Babylon ou da Symbiotic, com regras fixas definidas em c\u00f3digo ou diretamente no Bitcoin; e sa\u00eddas mediadas por mercado, como a de um LRT, em que a liquidez de uma DEX substitui uma fila formal, com todos os riscos de slippage que isso implica. \u00c9 essa distin\u00e7\u00e3o que estrutura o resto deste artigo.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 em 2023, Vitalik Buterin avisou, num <a href='https:\/\/vitalik.eth.limo\/general\/2023\/05\/21\/dont_overload.html'>artigo no seu blogue<\/a>: \u00abAny expansion of the &#8216;duties&#8217; of Ethereum&#8217;s consensus increases the costs, complexities and risks of running a validator.\u00bb O argumento volta a fazer sentido agora que a pr\u00f3pria EigenLayer debate como simplificar a sa\u00edda desse mesmo sistema. Este artigo percorre, protocolo a protocolo, o que significa hoje sair do restaking, e porque isso passou a interessar tanto pequenos investidores como as <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-institucional-2026-quem-aloca-capital\/'>tesourarias institucionais que j\u00e1 alocam capital ao setor<\/a>.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>ELIP-018 RETIRE: a proposta da EigenLayer para destravar a sa\u00edda<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta foi publicada a 11 de julho de 2026 no <a href='https:\/\/forum.eigenlayer.xyz\/t\/draft-elip-018-retire-retirement-enabling-terminal-irreversible-restaking-exit\/14844'>f\u00f3rum de governa\u00e7\u00e3o da EigenLayer<\/a>, por um utilizador identificado como mcurtis. Chama-se RETIRE, sigla para \u00abRetirement Enabling Terminal, Irreversible Restaking Exit\u00bb, e o seu estado atual \u00e9 de rascunho: ainda n\u00e3o foi aprovada pela DAO da EigenLayer nem tem data prevista para chegar \u00e0 mainnet.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O problema que tenta resolver \u00e9 t\u00e9cnico mas concreto. Os EigenPods, o contrato que cada restaker usa para gerir os seus validadores nativos, continuam a impor regras de contabilidade de restaking mesmo depois de um levantamento j\u00e1 estar em fila. Isso significa que, hoje, algu\u00e9m que queira apenas rodar as chaves de um validador, por exemplo depois de suspeitar de um compromisso de seguran\u00e7a, acaba obrigado a sair e voltar a entrar na fila de entrada da beacon chain, atualmente medida em semanas. A pr\u00f3pria proposta resume o objetivo assim: \u00aba way to rotate the keys controlling a pod&#8217;s validators (&#8230;) without exiting and re-entering the (presently multi-week) beacon-chain entry queue, and a low-friction exit from EigenLayer that does not require completing a final checkpoint\u00bb.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos t\u00e9cnicos, a RETIRE introduz:<\/p><ul class='wp-block-list'><li>disablePod(), um novo m\u00e9todo no contrato EigenPodManager que arranca um processo de sa\u00edda irrevers\u00edvel<\/li><li>disableRestaking() e withdrawDisabledPodETH(), no pr\u00f3prio EigenPod, para libertar o ETH para levantamento total<\/li><li>clearQueuedWithdrawalsForDisabledPod(), no DelegationManager, para limpar levantamentos pendentes que tenham ficado presos<\/li><li>uma nova flag de pausa, PAUSED_DISABLE_POD, com ades\u00e3o inteiramente opcional: pods existentes continuam a funcionar exatamente como hoje caso n\u00e3o ativem a fun\u00e7\u00e3o<\/li><\/ul><p class=\"wp-block-paragraph\">Ou seja, a RETIRE n\u00e3o acelera a fila de entrada da beacon chain em si, isso depende de par\u00e2metros da pr\u00f3pria Ethereum, mas retira o restaking nativo dessa equa\u00e7\u00e3o para quem s\u00f3 quer sair de vez ou trocar de chaves sem penaliza\u00e7\u00e3o em rendimento perdido.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>A fila de validadores da Ethereum: zero dias para sair, 43 para entrar<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros atuais ajudam a perceber a urg\u00eancia por tr\u00e1s da RETIRE. Segundo o <a href='https:\/\/validatorqueue.com\/'>validatorqueue.com<\/a>, a fila de entrada da Ethereum tinha, \u00e0 data de publica\u00e7\u00e3o, cerca de 2,49 milh\u00f5es de ETH \u00e0 espera de ativa\u00e7\u00e3o, um tempo estimado de aproximadamente 43 dias. A fila de sa\u00edda, pelo contr\u00e1rio, estava em zero: nenhum ETH \u00e0 espera para sair, um tempo de espera de zero minutos, embora se aplique depois um atraso t\u00e9cnico (\u00absweep delay\u00bb) de cerca de 7,7 dias at\u00e9 os fundos chegarem de facto ao endere\u00e7o de levantamento.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A assimetria explica-se pela forma como a Ethereum limita o ritmo de entradas e sa\u00eddas: uma taxa de c\u00e2mbio fixa (churn rate) de 256 validadores por epoch, com cada epoch a durar cerca de 6,4 minutos, define um teto di\u00e1rio para quantos validadores podem ativar ou desativar. Quando a procura para entrar excede esse teto, a fila cresce; foi o que aconteceu ao longo de 2026.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A leitura mais interessante \u00e9 precisamente essa invers\u00e3o face ao que seria de esperar. Com uma fatia consider\u00e1vel do ETH em circula\u00e7\u00e3o j\u00e1 em staking, distribu\u00eddo por centenas de milhares de validadores, e um rendimento nativo situado nos primeiros d\u00edgitos percentuais antes de qualquer b\u00f3nus de restaking, \u00e9 a procura para entrar que est\u00e1 hoje a condicionar o sistema, n\u00e3o uma fuga generalizada. \u00c9 precisamente esta fila, e a obriga\u00e7\u00e3o de a atravessar sempre que algu\u00e9m queira apenas rodar chaves ou sair de forma limpa da EigenLayer, que a RETIRE tenta contornar.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>EigenCloud em n\u00fameros: TVL, EIGEN e o desbloqueio de amanh\u00e3<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">O valor total bloqueado (TVL) na EigenCloud, o nome atual do ecossistema da EigenLayer desde o seu piv\u00f4 para \u00abnuvem verific\u00e1vel\u00bb, continua a ser um n\u00famero contestado consoante o agregador: leituras recentes oscilam entre poucos milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares em plataformas como a DefiLlama e cerca de 19 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, ou 4,6 milh\u00f5es de ETH, noutras estimativas de mercado, uma discrep\u00e2ncia que reflete sobretudo diferen\u00e7as de metodologia entre trackers. O que \u00e9 consensual \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o: o TVL est\u00e1 muito abaixo do pico de quase 20 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares atingido no in\u00edcio de 2026.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O token EIGEN reflete essa contra\u00e7\u00e3o. Segundo a <a href='https:\/\/www.coingecko.com\/en\/coins\/eigencloud'>CoinGecko<\/a>, negoceia perto de 0,1564 euros, cerca de 0,1802 d\u00f3lares, uma capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado de aproximadamente 116 milh\u00f5es de euros e o lugar 216 no ranking geral por capitaliza\u00e7\u00e3o, uma queda de 96,8% face ao m\u00e1ximo hist\u00f3rico de 5,65 d\u00f3lares atingido a 16 de dezembro de 2024. A mesma p\u00e1gina assinala uma nova tranche de cerca de 36,82 milh\u00f5es de tokens EIGEN agendada para ser libertada j\u00e1 amanh\u00e3, dia 1 de agosto de 2026, de dimens\u00e3o semelhante \u00e0 liberada no in\u00edcio de julho, o que mant\u00e9m press\u00e3o de dilui\u00e7\u00e3o sobre o pre\u00e7o precisamente enquanto a comunidade debate como facilitar sa\u00eddas do outro lado do sistema.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Nem tudo no setor segue a mesma trajet\u00f3ria. A Symbiotic, por exemplo, tem visto o seu TVL oscilar entre v\u00e1rias centenas de milh\u00f5es e mais de mil milh\u00f5es de d\u00f3lares consoante a leitura, uma volatilidade que reflete tanto a imaturidade dos trackers deste segmento como a rota\u00e7\u00e3o de capital entre plataformas concorrentes.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Sair de um LRT: ether.fi, Renzo e a li\u00e7\u00e3o do Kelp DAO<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Os liquid restaking tokens (LRTs) resolvem a fric\u00e7\u00e3o de sa\u00edda de outra forma: em vez de obrigar a atravessar filas de protocolo, emitem um token l\u00edquido e transacion\u00e1vel que representa o dep\u00f3sito restaked, negoci\u00e1vel a qualquer momento em mercado secund\u00e1rio. A ether.fi (eETH) lidera este segmento por larga margem, seguida pela Renzo (ezETH) e pela Kelp DAO (rsETH). Na pr\u00e1tica, sair passa por uma troca instant\u00e2nea numa DEX, sujeita a liquidez e slippage dispon\u00edveis no momento, ou por uma fila de resgate nativa do pr\u00f3prio protocolo, que tende a demorar de minutos a alguns dias consoante a procura.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O caso da Kelp DAO mostra o que acontece quando essa sa\u00edda falha por completo em vez de simplesmente ser lenta. A 19 de abril de 2026, um atacante explorou uma ponte entre cadeias baseada em LayerZero para cunhar 116.500 rsETH do nada, sem alguma vez tocar nos dep\u00f3sitos reais, inflacionando a oferta em cerca de 18%. Esses tokens falsificados foram depois usados como colateral na Aave para pedir emprestado wETH, deixando a Aave com d\u00edvida incobr\u00e1vel estimada entre 196 e 230 milh\u00f5es de d\u00f3lares consoante a fonte, e o seu TVL a cair de forma acentuada num \u00fanico fim de semana, segundo a <a href='https:\/\/www.coindesk.com\/tech\/2026\/04\/19\/2026-s-biggest-crypto-exploit-kelp-dao-hit-for-usd292-million-with-wrapped-ether-stranded-across-20-chains'>CoinDesk<\/a>.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Para quem quer perceber melhor quais os protocolos que se recomp\u00f5em depois de um incidente destes e quais acabam por desaparecer, vale a pena ler tamb\u00e9m a nossa an\u00e1lise sobre <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/post-mortem-cripto-sobrevive-desaparece\/'>quem sobrevive ao hack e quem desaparece<\/a>. O contraste \u00e9 \u00fatil: nem toda a sa\u00edda falhada \u00e9 igual, e a forma como um protocolo responde nas semanas seguintes conta tanto quanto o incidente em si.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Babylon: sete dias para sair do restaking de Bitcoin<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A Babylon aplica a mesma l\u00f3gica de restaking ao Bitcoin, mas sem embrulhar ou fazer bridge do BTC: as moedas ficam bloqueadas atrav\u00e9s do pr\u00f3prio scripting de timelock nativo do Bitcoin, e essa garantia passa a proteger cadeias PoS que optem por integrar-se como \u00abBitcoin Supercharged Networks\u00bb.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 tamb\u00e9m o protocolo com a sa\u00edda mais simples de todo o setor. O unbonding pode ser pedido a qualquer momento, por iniciativa do pr\u00f3prio staker, e demora cerca de sete dias, 1008 blocos de Bitcoin, definidos diretamente no script on-chain, segundo o <a href='https:\/\/babylonlabs.io\/blog\/babylon-bitcoin-staking-mainnet-launch-phase-1'>blogue oficial da Babylon Labs<\/a>. Ao contr\u00e1rio da EigenLayer, essa sa\u00edda n\u00e3o depende de uma vota\u00e7\u00e3o de DAO, de uma atualiza\u00e7\u00e3o de contrato, ou sequer da infraestrutura da pr\u00f3pria Babylon estar operacional, porque a l\u00f3gica de unbonding vive no Bitcoin, n\u00e3o num sistema \u00e0 parte.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O painel da Babylon Labs mostra atualmente 56.853,16 BTC staked, cerca de 5,64 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em TVL. Vale notar que esta leitura se tem mantido praticamente inalterada ao longo de v\u00e1rias semanas em verifica\u00e7\u00f5es sucessivas, o que sugere tratar-se de um n\u00famero atualizado com pouca frequ\u00eancia, mais um resumo peri\u00f3dico do que um contador em tempo real.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Symbiotic e Karak\/OpenGDP: epochs, vaults e uma sa\u00edda sem token<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A Symbiotic segue uma terceira abordagem: qualquer token ERC-20 pode servir de colateral, e os levantamentos funcionam por epochs. Um pedido de levantamento pode ser submetido a qualquer momento, mas s\u00f3 fica resgat\u00e1vel no limite do epoch seguinte do vault em causa, entre um a dois epochs de espera consoante o momento do pedido, de acordo com a <a href='https:\/\/docs.symbiotic.fi\/learn\/core-concepts\/vault'>documenta\u00e7\u00e3o oficial da Symbiotic<\/a>. Mais importante: o montante pedido continua sujeito a slashing at\u00e9 esse limite de epoch ser ultrapassado, uma escolha de desenho deliberada para impedir que algu\u00e9m escape a um slashing j\u00e1 em curso apenas por pedir o levantamento no momento certo. A Symbiotic continua sem token p\u00fablico, e desde o lan\u00e7amento do Core V2, a 1 de julho de 2026, tem vindo a pivotar para mercados de colateral ligados a ativos do mundo real atrav\u00e9s de um produto chamado Liquid Lane, uma dire\u00e7\u00e3o que se cruza com o tema de <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-2026-slashing-cascata-seguro\/'>como o setor est\u00e1 a construir cobertura de seguro contra slashing em cascata<\/a>.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A Karak seguiu um caminho radicalmente diferente: deixou praticamente de existir enquanto marca de restaking. Rebatizou-se OpenGDP, e o seu site j\u00e1 n\u00e3o menciona restaking, AVS ou seguran\u00e7a partilhada em lado nenhum do conte\u00fado principal, descrevendo-se antes como \u00abthe operating layer for real-world economic execution\u00bb, segundo o <a href='https:\/\/opengdp.network\/'>site da OpenGDP<\/a>. O rodap\u00e9 continua, no entanto, a apontar para os antigos produtos de staking V1 e V2 e para a bridge K2, o que significa que quem ainda tem posi\u00e7\u00f5es nesses produtos legados precisa de gerir a pr\u00f3pria sa\u00edda de uma infraestrutura que a empresa j\u00e1 publicamente abandonou. \u00c9 talvez a hist\u00f3ria de \u00absa\u00edda\u00bb mais literal de todo o setor: um protocolo inteiro a sair da categoria restaking.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>SSV e o restaking coordenado: sair em grupo \u00e9 mais complicado<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A SSV Network resolve a seguran\u00e7a partilhada de outra forma: atrav\u00e9s de Distributed Validator Technology (DVT), a chave de assinatura de um \u00fanico validador \u00e9 dividida por v\u00e1rios operadores de n\u00f3 independentes, um cluster, usando criptografia de threshold para que nenhum operador consiga agir sozinho. A Obol Network segue uma l\u00f3gica semelhante no mesmo nicho de DVT. Isto tem implica\u00e7\u00f5es diretas na sa\u00edda: processar a sa\u00edda limpa de um validador exige a coopera\u00e7\u00e3o de um n\u00famero m\u00ednimo de operadores desse cluster, e o modelo de \u00abbased applications\u00bb (bApps) da SSV permite que o mesmo validador garanta seguran\u00e7a a v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es em simult\u00e2neo, cada uma com os seus pr\u00f3prios termos de compromisso, o que acrescenta mais uma camada de coordena\u00e7\u00e3o ao processo padr\u00e3o de sa\u00edda da beacon chain sempre que um participante quer mesmo sair.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O token SSV negoceia perto de 1,89 euros, uma capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado de cerca de 27,7 milh\u00f5es de euros, segundo a <a href='https:\/\/www.coingecko.com\/en\/coins\/ssv-network'>CoinGecko<\/a>, cerca de 96,7% abaixo do m\u00e1ximo hist\u00f3rico de 65,82 d\u00f3lares alcan\u00e7ado em mar\u00e7o de 2024.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Tabela comparativa: tempos e mecanismos de sa\u00edda por protocolo<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A tabela seguinte resume, lado a lado, o mecanismo de sa\u00edda de cada protocolo e o tempo t\u00edpico envolvido, da mais r\u00e1pida \u00e0 mais dependente de coordena\u00e7\u00e3o:<\/p><figure class='wp-block-table'><table><thead><tr><th>Protocolo<\/th><th>Ativo subjacente<\/th><th>Mecanismo de sa\u00edda<\/th><th>Tempo t\u00edpico<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>EigenLayer (staking nativo)<\/td><td>ETH<\/td><td>Fila de levantamento, com bypass em debate via ELIP-018 RETIRE<\/td><td>Ligado \u00e0 fila de entrada da beacon chain se for preciso reentrar, atualmente cerca de 43 dias<\/td><\/tr><tr><td>LRTs (ether.fi, Renzo, Kelp DAO)<\/td><td>eETH, ezETH, rsETH<\/td><td>Troca instant\u00e2nea numa DEX ou fila de resgate nativa do protocolo<\/td><td>Minutos a alguns dias, consoante liquidez<\/td><\/tr><tr><td>Babylon<\/td><td>BTC<\/td><td>Script de unbonding on-chain no pr\u00f3prio Bitcoin<\/td><td>Cerca de 7 dias (1008 blocos)<\/td><\/tr><tr><td>Symbiotic<\/td><td>Qualquer token ERC-20<\/td><td>Pedido de levantamento, resgat\u00e1vel no limite do epoch seguinte do vault<\/td><td>1 a 2 epochs, consoante o vault<\/td><\/tr><tr><td>Karak \/ OpenGDP<\/td><td>V\u00e1rios (produtos legados)<\/td><td>Encerramento dos produtos V1\/V2 de staking e da bridge K2<\/td><td>N\u00e3o especificado publicamente<\/td><\/tr><tr><td>SSV (clusters DVT)<\/td><td>ETH<\/td><td>Sa\u00edda de validador coordenada entre operadores do cluster<\/td><td>Processo padr\u00e3o da beacon chain, sujeito a coordena\u00e7\u00e3o do cluster<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure><h2 class='wp-block-heading'>Porque a fric\u00e7\u00e3o de sa\u00edda chegou \u00e0s tesourarias institucionais<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">O restaking deixou de ser um exerc\u00edcio quase exclusivamente de retalho. A SharpLink Gaming encaminhou uma fatia do seu programa de tesouraria em ETH para AVS na EigenCloud via Linea, a Flow Traders, cotada na Euronext Amsterdam, opera como operador de AVS no protocolo de cr\u00e9dito Cap constru\u00eddo sobre a EigenLayer, e a Hex Trust oferece staking custodiado de Bitcoin atrav\u00e9s da Babylon aos seus clientes institucionais. Do lado da Symbiotic, a Fasanara Capital, gestora londrina com v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares sob gest\u00e3o, \u00e9 a primeira curadora do produto Liquid Lane. Quem quiser perceber em detalhe quem est\u00e1 de facto a alocar capital, e atrav\u00e9s de que via de acesso, pode ler a nossa an\u00e1lise dedicada sobre <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/restaking-institucional-2026-quem-aloca-capital\/'>restaking institucional em 2026<\/a>.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O que mudou \u00e9 o que os comit\u00e9s de risco perguntam antes de autorizar uma aloca\u00e7\u00e3o. O rendimento anual deixou de ser a \u00fanica vari\u00e1vel relevante; termos de sa\u00edda e janelas de liquidez pesam hoje tanto quanto o APY anunciado, precisamente porque o epis\u00f3dio Kelp mostrou o que acontece quando uma via de sa\u00edda dada como garantida afinal n\u00e3o \u00e9 fi\u00e1vel. Para uma tesouraria corporativa, a diferen\u00e7a entre um levantamento de sete dias na Babylon e uma depend\u00eancia de uma ponte entre cadeias com hist\u00f3rico de explora\u00e7\u00e3o \u00e9, na pr\u00e1tica, uma decis\u00e3o de gest\u00e3o de risco, n\u00e3o um pormenor t\u00e9cnico.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>O caso Kelp\/Aave revisitado: a sa\u00edda que nunca devia ter sido necess\u00e1ria<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Vale a pena voltar ao incidente Kelp\/Aave com mais detalhe, porque ilustra o que acontece quando uma via de sa\u00edda falha por completo em vez de ser apenas lenta. Durante o pico da crise, a Aave chegou a suspender por completo o poder de colateral do rsETH nos seus mercados, uma medida de conten\u00e7\u00e3o que, na pr\u00e1tica, transformou uma emerg\u00eancia de bridge numa li\u00e7\u00e3o sobre como qualquer colateral l\u00edquido pode deixar de ser l\u00edquido de um momento para o outro. Depois do ataque, formou-se uma coliga\u00e7\u00e3o de resgate que incluiu a Lido, a pr\u00f3pria ether.fi, a Consensys e o fundador da Aave, Stani Kulechov, a t\u00edtulo pessoal, com promessas de mais de 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares para ajudar a cobrir o rombo, segundo a <a href='https:\/\/www.coindesk.com\/business\/2026\/04\/23\/aave-rallies-defi-partners-to-contain-fallout-from-usd292-million-kelpdao-hack'>CoinDesk<\/a>. Kulechov resumiu o momento assim: \u00abAave is my life&#8217;s work and we&#8217;re working nonstop to find the best possible outcome for users. I&#8217;m working to see this resolved and market conditions normalized as soon as possible.\u00bb<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O epis\u00f3dio tornou-se tamb\u00e9m um caso de estudo para quem investiga incidentes deste tipo: perceber como uma ponte comprometida consegue inflacionar a oferta de um token sem tocar em dep\u00f3sitos reais, espalhados por dezenas de cadeias, \u00e9 exatamente o tipo de trabalho forense que descrevemos em detalhe em <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/quem-investiga-hacks-cripto-industria-forense\/'>quem investiga os hacks cripto por dentro<\/a>. E porque a ponte da Kelp nunca tinha sido apontada como o elo mais fraco antes do ataque, o caso encaixa tamb\u00e9m na discuss\u00e3o mais lata sobre protocolos <a href='https:\/\/hoge.gg\/pt\/auditado-hackeado-post-mortem-cripto\/'>auditados e ainda assim explorados<\/a>. A li\u00e7\u00e3o para o resto do setor \u00e9 direta: a fric\u00e7\u00e3o de sa\u00edda desenhada de prop\u00f3sito, o atraso por epoch da Symbiotic, o unbonding on-chain da Babylon, at\u00e9 a contabilidade cuidadosa da pr\u00f3pria RETIRE, existe precisamente para evitar este tipo de desmantelamento n\u00e3o controlado.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>CMVM, MiCA e o vazio regulat\u00f3rio sobre a sa\u00edda do restaking<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">O regime transit\u00f3rio do MiCA para prestadores de servi\u00e7os de ativos virtuais em Portugal terminou formalmente a 1 de julho de 2026, ao abrigo da Lei n.\u00ba 69\/2025, de 22 de dezembro, j\u00e1 l\u00e1 vai um m\u00eas. O Banco de Portugal fica com a supervis\u00e3o prudencial e a autoriza\u00e7\u00e3o como CASP, enquanto a CMVM trata da conduta de mercado e da dete\u00e7\u00e3o de abuso de mercado, segundo um resumo da <a href='https:\/\/cms.law\/pt\/prt\/news-information\/fim-do-regime-transitorio-mica-o-que-muda-a-partir-de-1-de-julho'>CMS Law<\/a>. Passado o prazo, prestadores ainda n\u00e3o autorizados s\u00f3 podem encerrar rela\u00e7\u00f5es existentes, sem angariar novos clientes portugueses.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Aplicado ao restaking, isto significa que o restaking-as-a-service oferecido atrav\u00e9s de um custodiante CASP autorizado a operar em Portugal cai dentro deste per\u00edmetro de supervis\u00e3o, com alguma prote\u00e7\u00e3o de conduta de mercado da CMVM e supervis\u00e3o prudencial do Banco de Portugal. Mas um utilizador portugu\u00eas que fa\u00e7a restaking diretamente atrav\u00e9s dos contratos da EigenLayer, que autocustodie um timelock de Bitcoin na Babylon, ou que compre um LRT peer to peer, fica em grande medida fora desse per\u00edmetro: sem recurso \u00e0 CMVM, sem fundo de compensa\u00e7\u00e3o, se algo correr mal a meio de uma sa\u00edda, como aconteceu aos depositantes da Kelp. Os derivados cripto, para contexto, seguem uma via completamente diferente, a da MiFID II, e n\u00e3o a do MiCA. Nos Estados Unidos, a SEC tem evitado incluir explicitamente o restaking no mesmo al\u00edvio regulat\u00f3rio que j\u00e1 concedeu a outras formas de staking, mantendo uma zona cinzenta semelhante do outro lado do Atl\u00e2ntico.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Pre\u00e7os e capitaliza\u00e7\u00e3o: EIGEN, SSV, BABY e ETH em euros<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">Para contexto, a fotografia atual dos principais tokens ligados a este ecossistema, com dados recolhidos junto da <a href='https:\/\/www.coingecko.com\/en\/coins\/eigencloud'>CoinGecko<\/a>:<\/p><figure class='wp-block-table'><table><thead><tr><th>Token<\/th><th>Pre\u00e7o (EUR)<\/th><th>Cap. de mercado (EUR)<\/th><th>Varia\u00e7\u00e3o 7 dias<\/th><th>M\u00e1ximo hist\u00f3rico<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>EIGEN<\/td><td>\u20ac0,1564<\/td><td>\u2248 \u20ac116 milh\u00f5es<\/td><td>-14,9%<\/td><td>5,65 USD (16 dez 2024, -96,8%)<\/td><\/tr><tr><td>SSV<\/td><td>\u20ac1,89<\/td><td>\u2248 \u20ac27,7 milh\u00f5es<\/td><td>+3,6%<\/td><td>65,82 USD (24 mar 2024, -96,7%)<\/td><\/tr><tr><td>BABY<\/td><td>\u20ac0,00995<\/td><td>\u2248 \u20ac40,1 milh\u00f5es<\/td><td>-8,2%<\/td><td>0,1661 USD (12 abr 2025, -93,1%)<\/td><\/tr><tr><td>ETH<\/td><td>\u20ac1.617,18<\/td><td>\u2248 \u20ac195,1 mil milh\u00f5es<\/td><td>-3,0% (24h)<\/td><td>refer\u00eancia de mercado do setor<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure><p class=\"wp-block-paragraph\">O ETH, ativo de refer\u00eancia para praticamente todo este ecossistema, negoceia perto de 1.617,18 euros, com uma capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado \u00e0 volta de 195 mil milh\u00f5es de euros, depois de uma queda de cerca de 3% nas \u00faltimas 24 horas.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>O que vem a seguir: RETIRE, Aave V4 x Babylon e o resto da fila<\/h2><p class=\"wp-block-paragraph\">A RETIRE continua em fase de rascunho, sem vota\u00e7\u00e3o da DAO agendada. Vale acompanhar se o Protocol Council da EigenLayer a leva a vota\u00e7\u00e3o e se isso acontece antes ou depois de a fila de entrada da beacon chain aliviar por si s\u00f3; propostas semelhantes no historial da EigenLayer costumam demorar v\u00e1rios meses entre o rascunho e a aprova\u00e7\u00e3o final.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Em paralelo, a proposta da Babylon Labs e da Aave Labs para permitir BTC nativo como colateral na Aave V4, atrav\u00e9s de Trustless Bitcoin Vaults e de um token de contabilidade de transfer\u00eancia restrita chamado vaultBTC, continua limitada a testnet nas verifica\u00e7\u00f5es mais recentes, com a governa\u00e7\u00e3o da Aave ainda a fechar par\u00e2metros de risco, desenho de or\u00e1culos e mec\u00e2nica de liquida\u00e7\u00e3o antes de qualquer data de mainnet. A integra\u00e7\u00e3o est\u00e1 a passar por um n\u00edvel de auditoria acima do habitual para uma funcionalidade DeFi, dada a sensibilidade de mexer diretamente com BTC nativo. Se avan\u00e7ar, sair de uma posi\u00e7\u00e3o na Aave colateralizada com BTC herdar\u00e1 o ritmo de sete dias da pr\u00f3pria Babylon, n\u00e3o o da Ethereum. Vale tamb\u00e9m vigiar se a Symbiotic chega a lan\u00e7ar um token p\u00fablico, e se o mercado de bApps da SSV, ou uma SSV Chain multi-L1 prometida, chegam finalmente a arrancar; qualquer um destes eventos volta a mexer nesta compara\u00e7\u00e3o.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a maior parte da curta hist\u00f3ria do restaking, o setor otimizou quase exclusivamente para a entrada. A RETIRE, a invers\u00e3o da fila de validadores, o unbonding simples da Babylon e o desenho por epochs da Symbiotic apontam todos na mesma dire\u00e7\u00e3o, tardia mas bem-vinda: os termos de sa\u00edda est\u00e3o a tornar-se uma funcionalidade desenhada e divulgada, em vez de um pormenor que s\u00f3 se descobre da pior forma, como aconteceu aos depositantes da Kelp em abril.<\/p><h2 class='wp-block-heading'>Perguntas Frequentes<\/h2><h3 class='wp-block-heading'>O que \u00e9 o restaking?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Restaking \u00e9 reaproveitar ETH j\u00e1 staked, ou um token de liquid staking, para tamb\u00e9m ajudar a garantir a seguran\u00e7a de servi\u00e7os adicionais, como or\u00e1culos, pontes entre cadeias ou camadas de disponibilidade de dados, chamados AVS (Actively Validated Services) na terminologia da EigenLayer. Em troca de rendimento extra, quem faz restaking assume tamb\u00e9m condi\u00e7\u00f5es extra de slashing, o que torna o desenho da sa\u00edda t\u00e3o relevante quanto o da entrada.<\/p><h3 class='wp-block-heading'>O que \u00e9 a ELIP-018 RETIRE da EigenLayer?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 uma proposta de governa\u00e7\u00e3o publicada em julho de 2026 no f\u00f3rum da EigenLayer, ainda em fase de rascunho, que quer permitir a quem faz restaking nativo sair de forma definitiva, ou rodar as chaves dos seus validadores, sem ter de voltar a atravessar a fila de entrada da beacon chain. Introduz novas fun\u00e7\u00f5es nos contratos EigenPod, EigenPodManager e DelegationManager, mas continua sem data prevista para a DAO votar ou para chegar \u00e0 mainnet.<\/p><h3 class='wp-block-heading'>Quanto tempo demora atualmente a sair (fazer unstake) da Ethereum?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 data de publica\u00e7\u00e3o, a fila de sa\u00edda da Ethereum estava em zero, sem espera para iniciar o processo, embora se aplique depois um atraso t\u00e9cnico de cerca de 7,7 dias at\u00e9 os fundos chegarem ao endere\u00e7o de destino. O contraste est\u00e1 na fila de entrada, que ultrapassava os 40 dias de espera para novos validadores, o inverso do que seria de esperar num mercado em queda.<\/p><h3 class='wp-block-heading'>\u00c9 mais r\u00e1pido sair do restaking de Bitcoin via Babylon do que da Ethereum?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">Sim. O unbonding da Babylon est\u00e1 definido diretamente num script on-chain do pr\u00f3prio Bitcoin e demora cerca de sete dias, independentemente de filas da Ethereum, de vota\u00e7\u00f5es de DAO ou do estado da infraestrutura da Babylon. \u00c9, atualmente, o mecanismo de sa\u00edda mais simples e mais previs\u00edvel entre os principais protocolos de restaking.<\/p><h3 class='wp-block-heading'>O restaking est\u00e1 protegido pela CMVM em Portugal?<\/h3><p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 parcialmente. Um servi\u00e7o de restaking oferecido atrav\u00e9s de um prestador CASP autorizado a operar em Portugal cai sob supervis\u00e3o do Banco de Portugal e da CMVM. Mas quem interage diretamente com os contratos da EigenLayer, da Babylon ou de outro protocolo, sem passar por um intermedi\u00e1rio autorizado, fica fora desse per\u00edmetro de prote\u00e7\u00e3o, sem recurso \u00e0 CMVM nem fundo de compensa\u00e7\u00e3o em caso de perda.<\/p><script type='application\/ld+json'>{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@type\":\"FAQPage\",\"mainEntity\":[{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"O que \u00e9 o restaking?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"Restaking \u00e9 reaproveitar ETH j\u00e1 staked, ou um token de liquid staking, para tamb\u00e9m ajudar a garantir a seguran\u00e7a de servi\u00e7os adicionais (AVS), como or\u00e1culos, pontes entre cadeias ou camadas de disponibilidade de dados. 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